De leve.

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Você conhece as palavras. As dos outros e as minhas. Cada uma das letras. Você é o menino das letras.
Poetizar as coisas é sempre um perigo. Se eu escrevo você, eu invento a gente. E por mais bonito que seja, isso não costuma durar, porque a vida já tem cobranças demais.
De certa forma, apesar de dever tudo às palavras, eu não preciso delas agora. Elas são só palavras mas você, ah, você tem mais que isso. Você tem as músicas e as cores. Você é o agora. E o hoje a noite. E o amanhã, e o depois. Evidentemente, não é perfeito. É melhor: é de verdade.



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