Máximas e Reflexões [13]

Relutei muito até chegar aqui.Até aqui,tive uma força quase senhorio em me esforçar para não me deixar dominar.E só hoje me dei conta que não se pode lutar contra idiotas,porque eles sempre me vencem pela experiência.Por isso,para mim mesma,decreto que falhei.
Hoje também assumo que não quero mais ser desse jeito que sou.Quero ter facilidade,em ser mais uma dessas pessoas frias,de poucas palavras,poucas ações,amores ligeiros.Dessas que não fazem diferença,que não são movidas por paixão,que não fariam tudo por alguém que amam.
Hoje, me rendi ao desejo de querer ser lugar comum, peso morto, maioria.Vou deixar de ser partidária do "vou até ali fazer diferente";hoje eu sou só mais uma desacreditada.Que faz de conta, que não se importa, que aprendeu a conviver com a superficialidade quase como ordem.
Quero não achar mais absurdos os absurdos que os outros cometem comigo.Quero achar normal falta de consideração,quero viver pelo momento.Quero esquecer o maldito existencialismo.
Não quero mais esperar por alguém que não vem,quero não fazer nada além da minha obrigação.Viver a vida desarrumada, deixando o barco andar,mesmo detestando não saber para onde ele vai.
Hoje vou me fazer de forte, vou me interessar de menos,nunca revelar o que realmente sinto.E sorrir muito pouco,apenas pra quem merece.


2 Responses to Máximas e Reflexões [13]

  1. Amiga querida! a passionalidade leva a apanhar da vida sucessivamente inúmeras vezes. despojar-se dela, entretanto, não deve ser um caminho porque não pode: geraria um sofrimento inócuo de algo que sufoca, murcha e morre de sede; enquanto que o oposto gera um sofrimento que finca raízes mais fundas, cresce e desabrocha.

    os idiotas não percebem que vencem apenas nessa realidade deles que, para eles, é a realidade quando não passa de uma paralela pela qual optaram ainda que pareça majoritária. os não idiotas agarram o paralelismo apaixonado e o transformam em realidade mais intensa e brilhante, ainda que minoritária.

    sabes que entendo bem o que narras. e peço para que não te deixes abater nem desistas de ti para que eu mesma não desista de mim. porque enquanto tenho certeza de que mais alguém faz a diferença - de que mais alguém é forte o suficiente para sorrir mesmo aos cegos, para falar mesmo aos surdos, para desenhar, dançar ou cantar mesmo aos indiferentes - fico mais forte e leve para seguir adiante.

    quem ama, sabe que ama porque disso é feito e jamais é em vão: só assim se voa longe.

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  2. Não te aflijas com o ser que não vem; de onde ele não surge, surgem outras pessoas, o mundo se abre e, mais importante: surgimos nós mesmos.

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