Enjoy the ride

Então ontem eu não sei o que deu em um amigo que resolve perguntar JUSTO PRA MIM se devia investir ou não num relacionamento sem perspectiva de futuro.Porque né: that's exactly my thing: pular de cabeça nas coisas e só parar para pensar no que estou fazendo depois que já nem faz diferença se dá para voltar atrás ou não e só me resta aproveitar o resto da viagem atéé me esborrachar com a cara em alguma porta.
Sabe, não foi sempre assim e eu admito que eu sinto sim, uma baita falta do meu futuro.Eu passei anos fugindo até aprender que é mais fácil remendar o que sobra de mim quando as coisas desabam do que me acostumar com a idéia de ter perdido algo que poderia ter sido importante.Mais fácil e mais rápido também.
Acontece que eu sou provavelmente uma das pessoas mais lesadas da face da Terra no que diz respeito a relacionamentos.Eu vivo no limite do autismo e nunca percebo se tem alguém interessado em mim até que isso seja dito claramente e com todas as palavras.E eu sempre me assusto quando isso acontece.Quando alguém rompe o ciclo da minha eterna distração, eu me jogo.Porque enfim, é tão raro que merece toda a minha dedicação.Depois pode até ser que dê merda, mas com o tempo a gente aprende a ir rolling with the punches, sabe?Os primeiros tombos são violentos, tipo tombo de mão no bolso assim, e a gente fica sem saber como levantar, mas depois vai ficando mais fácil recuperar o equilíbrio.
Aí vai de cada um saber como encarar essas situações para as quais a gente não ensaia, porque sempre são uma surpresa.Eu prefiro me deixar levar porque acredito no princípio da areia movediça: quanto mais você se debate, mais rápido afunda.No caso, quanto mais você reluta contra uma vontade, um sentimento, whatever, maior ele se torna, até se transformar em uma coisa sufocante.Se você vai com a correnteza e não fica paranóico pensando onde ela vai te levar, você aproveita a paisagem do caminho.Tá,tá...pode alguém aí dizer que eu sou maioral no faça o que digo mas não faça o que eu faço...é, sim, algumas vezes eu realmente não tenho tal desprendimento...mas isso daí já é assunto pra outro post.
Enfim, isso aí sou eu.Talvez não funcione pra todo mundo.Fato é que eu estou sempre disposta a ser ridícula, a me arrebentar,a testar os limites mesmo que o preço a ser pago por isso seja bem alto.Eu sou guiada por impulsos e volta e meia eu dou uns trancos,fico perdida, tenho que mudar a rota do nada,mas esse é o único jeito para mim.Porque quando você vive desligada, você não tem controle da situação, depende do vento te levando pra não ficar à deriva flutuando num oceano de nada -  e isso sim seria triste.





One Response to Enjoy the ride

  1. :) Adorei!

    A respeito de relacionamentos e sentimentos, o importante é ficar tranquila a respeito e ser capaz de se deixar surpreender.

    E isso é possível quando se for capaz de seguir o instinto de que não vale a pena, que a gente ignora, se finge de burra, lá pelas tantas no meio de alguma solidão, para se livrar dela, e não se deixar levar por promessas que vão dar em baques absolutamente inócuos. A menos que se tenha plena certeza antecedente de que aquilo vai dar num tombo inútil e isso não incomodar, porque tombo sabido e aceito pouco ou nada machuca, só que é difícil conseguir - igual salto ornamental.

    É preciso se habituar a ser só e bastar. E saber um pouco do que não se quer e se quer, que a gente vai descobrindo pelas curvas da estrada aí.

    E trocar de pele quando vira uma casca dura. Aí, um dia, sem mais nem menos, quando se desencantou e isso não importa, de repente, pode ser surpreendida pelo inesperado.

    O inesperado pega aqueles que estão tranquilos consigo.

    Te amo, amiga! Saudades!

    Beijos

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