Máximas e Reflexões: Amor, só de mãe.

Aí que a pessoa bebe e tentar articular sobre algum assunto, digo
Então, quando não dá certo, a gente escreve sobre alguma coisa que já leu faz tempo. Porque ler serve pra isso mesmo gente: saber encher linguiça quando o assunto é assunto. 
Encontrei no meu caderninho na noite passada, alguns apontamentos que tinha feito quando li "O Gene Egoísta", de Dawkins. OK, eu me rendo que, quando não está unicamente pregando sua fé, o cara é muito bom. E esse livro particularmente fala de uma maneira muito interessante sobre o que é na verdade, o amor.
Assunto controverso. Tem a galera que acredita e a galera que duvida da existência de tal sentimento, mas a maioria das pessoas partilha da mesma opinião quanto ao conhecido amor de mãe: considerado O verdadeiro amor. Mães tudo aceitam, tudo sacrificam, tudo acolhem pelos filhos.
Mas né...seria mesmo por amor?

Dawkins says: né não. 

Tudo isso, segundo o autor, não passaria de mais uma forma de expressão do que ele aponta como "gene egoísta".
Filhos são a continuidade de seus pais, ainda que estes morram, continuarão a "viver" através dos filhos que carregam os seus genes. Portanto, gerar filhos é uma maneira de imortalizar-se e os pais ficam orgulhosos quando percebem que suas crias possuem traços físicos parecidos com os deles. Geralmente o sentimento das mães por seus filhos é mais acentuado que o dos pais. Recentemente li em algum lugar - que não consigo agora citar a referência porque estou meio - uma pesquisa que demonstrava que, numa maternidade, os presentes oferecidos ao bebê pelos pais da mulher são melhores que os dados pelos avôs paternos - afinal, ainda que inconscientemente, os pais da fêmea têm certeza de que seus genes foram passados a frente enquanto os pais do macho nunca estão tão certos assim. (neguinho acha cada coisa pra pesquisar que deos oh live, né?)
Logo, somando todos esses dados, podemos(?) concluir que o amor materno nada mais é do que o amor...por si mesmo!
O sacrifício que a mãe é capaz de realizar pelos filhos seria a expressão inconsciente de que sua vida vale menos que a da sua prole - suas chances reprodutivas estão diminuídas, o que torna menor sua utilidade no processo evolutivo. O organismo mais jovem possui, por probabilidade, maior oportunidade de "continuar o trabalho".
Qualquer laço de família, se observado sob esse ponto de vista, perde todo e qualquer traço de romantismo: se não por pressão do "gene egoísta", o que motivaria indivíduos que muitas  vezes parecem se detestar, a continuar unidos?
Bom...só teoria. Mas só existem dois caminhos nesse lance de amor: ou aceitamos que qualquer tipo dessa coisa existe ou que toda essa coisa de amor é uma ilusão, um "enfeite" palatável que esconde o plano real da phodástica Mãe Natureza, que de amorosa não tem é nada. Procurar uma terceira rota é somente cavar uma fuga.
Eu, que vivo dizendo que pouco sei das coisas, nesse caso aí, eu acho que até sei o que eu sei.


Walking in the fine line
Between pagan and christian





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